Observando o Cotidiano
Olá! Me chamo Lúcia Girão, mas pode me chamar de Lu, Lu Girão mesmo! Sou blogueira, criadora e editora do blog Voz Ativa e fiquei muito surpresa ao receber o convite para participar da equipe do Novo na Rede. Afinal meus textos são baseados em observações do dia a dia, cenas que vi, ouvi ou até mesmo que vivi, uma frase solta, uma reportagem no jornal, um comentário, simples cenas cotidianas, não sou afiada em nenhum nicho (informática, poesia, culinária…).
Cotidiano
Acima de tudo gosto de gente, observar como se comportam diante das mais diversas situações, estou sempre antenada com o que ocorre ao meu redor, sou do tipo que converso com as pessoas na fila do supermercado (tenho uma amiga de longa data que conheci numa fila).
Adoro mudanças, costumo dizer que sou movida a paixão, o novo sempre me atraiu, sempre fui precoce, aos 15 anos já trabalhava, já era independente, mas aos 20 já dei outra guinada, casei e fui mãe, e rapidinho tive meus três filhos, deixei de ser empregada, montei minha própria empresa, que por sinal deu muito certo.
Novamente tive que mudar, pois apesar de ser bem sucedida, eu trabalhava feito louca, tinha que dar conta dos filhos, do marido, e tempo para mim não sobrava.
Mudanças
Quando todos olhavam para mim e diziam que eu tinha tudo o que uma pessoa queria: era jovem, tinha uma família linda e uma empresa bem-sucedida, eu estava insatisfeita, pois não tinha tempo para nada. Que adiantava ganhar dinheiro e não poder usufruir, não ter energia para acompanhar meus filhos no pouco tempo que tinha com eles, e as cobranças do marido eram cada vez maiores… então resolvi mudar novamente, para mim o ser era mais importante que o ter…
E foi assim que mais uma vez resolvi mudar e passei de empresária a dona de casa, foi um OH! Como assim? Virar dona de casa, um pecado mortal nos dias de hoje. Ser dona de casa é tão horrível como era décadas atrás uma mulher trabalhar fora… pois é, vocês não tem ideia das criticas que ouvi e ouço até hoje, como se o fato de ter resolvido ser dona de casa me transformasse de uma mulher dinâmica e inteligente, numa pessoa burra e desinteressante.
Existe uma situação inversa de décadas atrás, a mulher que resolve ser dona de casa, esposa, mãe, sofre de preconceito sim, principalmente das mulheres que esquecem que continuamos tão ou mais ativas que antes.
Blogar
E foi depois dessa decisão que resolvi aprender trabalhos manuais e hoje sou artesã nas horas vagas, continuo antenada com tudo o que se passa ao meu redor, acompanho os meus filhos de perto, e não me arrependo da minha escolha. Até virei blogueira…
Espero que os que lerem os meus textos, simples, diretos, de fatos corriqueiros, se identifiquem, afinal de contas sou apenas uma mulher… uma mulher que tem um olhar as vezes generoso ou crítico, e até simplista do que ocorre ao seu redor.
Que essa seja uma parceria duradoura, e que o treino de expor minhas ideias, seja aprimorado e melhore com o tempo.
Imagem: O Livro dos Dias
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Olá amiga Lu!
Vi teu texto de apresentação… achei muito bacana.
Visitei o Voz Ativa e achei muito legal.
Desejo sucesso no teu blog e nas participações no Novo na Rede.
Forte abraço, Fernandez.
Lu,
Acehi muito lindo tudo que escreveu. Não são só as mulheres que tomam posições, que dão guinadas nas suas vidas – afinal, somos (homens e mulheres) livres para isso – mas nós homens somos achincalhados e taxados de adjetivos pejorativos se ajudamos nossas esposas, se as ajudamos a cuidar da casa, dos filhos e tudo o mais.
Na realidade, se valorizarmos tais preconceitos, piadinhas, ingerências, nossas vidas terão de ser vividas apenas pelo que as pessoas querem que sejamos e não por nós mesmos. A coisa funciona mais ou menos assim: se vive para o trabalho, é uma megera ou “relaxada” porque não liga para a casa, filhos e marido. Se é doméstica – de carteirinha – deixou de viver a vida. Amiga, sempre vão falar alguma coisa.
Amei demais seu post, o modo como escreve, acompanhando o seu trabalho lá do diHitt.
Parabéns a você, marido, filhos! Parabéns a você mulher, que sabe o que quer e vai à luta, independente das outras cabeças.
Abraço do amigo,
Antonio
Ah! Puxa! Como fui esquecer?
Empolguei-me com o seu texto e comentário que esqueci de parabenizá-la pela apresentação e participação no Novo na Rede.
E, é claro! Desejo que outros posts maravilhosos como este sejam publicados, de modo a abrilhantar o nosso dia-a-dia como blogueiros.
Abraço
Belíssima apresentação, Lu!
)
Essa parceria tem tudo pra dar certo.
Sucesso aos dois
Abraço
Parabéns!… Sucesso neste espaço tão legal.
Belo texto, e realmente belíssima apresentação. Já estou trabalhando no meu blog e seu artigo me deu mais vontade ainda de começar, valeu! Sucesso para todos vocês!
Querida Lu, boa noite!
Que gracinha seu texto, que gracinha você…
Sabe, talvez a minha história não seja assim tão diferente da sua. Tenho duas filhinhas fofas, a vida inteira trabalhei fora e posso afirmar que minha vida profissional sempre me deu muitas alegrias e até um certo retorno financeiro.
Isso antes…. mas com a chegada da minha primeira filha, há 6 anos atrás, fui obrigada a “mudar” um pouco meu foco. Na época, ainda na gravidez, eu não conseguia me imaginar passando o dia inteiro longe do bebê que ainda iria nascer e ao mesmo tempo eu também não conseguia me imaginar apenas como mãe e dona de casa, pois eu sempre quis mais… Então, dei uma sacudida, estacionei meus planos profissionais até quando for conveniente para mim e minha família, fiz um concurso público, passei, trabalho apenas meio horário e passo o restante do dia com minhas filhas e as tarefas de mãe, esposa, amiga e dona de casa. Não ganho bem como antes, porém ganho muito mais em satisfação, bem estar, na certeza do dever cumprido e na realização de todos os meus afazeres, que não são poucos. Tenho um maridão nota 10 que me apóia em tudo… por isso, também não me arrependo nem um minuto sequer pela escolha que eu fiz: escolhi ser mais feliz sendo de tudo um pouco e optando sempre pela qualidade em tudo o que faço. É claro que não dá pra ser bom em tudo, mas a gente tenta, rssss… E isso não tem dinheiro que pague!!!
Enfim, é isso. Também vou estar sempre por aqui e espero que possamos ainda trocar muitas idéias. Conhecendo um pouquinho da sua história tão bacana, saiba que hoje você ganhou uma fã, viu?
Beijos e seja bem vinda!!!
Vivi
Adorei o texto! Muito sincero, muito leve, uma experiência de vida que merece ser dividida mesmo, pois representa um belo exemplo!
Parabéns, amiga. Sucesso!
Jr.
Agradeço a todos pelos comentários e boas vindas. Estive viajando e não acessei a internet, só hoje vi que o texto foi publicado.
Toda mudança exige um pouco de coragem e quando isso representa perda financeira, tem que ter despreendimento, pois num mundo em que se valoriza mais o ter do que é ser é complicado.
A minha meta de vida é ser feliz , e felicidade tem que ser conquistada dia após dia, o que é bom para mim pode não servir para outros, mas o importante é buscar sempre o melhor para si, e se isso ainda melhorar a vida dos que você ama, então está perfeito.
Não me arrependo da minha decisão, sou feliz a maior parte do tempo.
Beijos gerais.
Oi Lu, tudo bem?
Já “conhecia” você do DiHitt e acho que você escreve muito bem! Sempre tem alguns pontos nos seus textos com os quais me identifico e nesse vejo que as pessoas sofrem críticas por tudo nessa vida, mas se me permite um pitaco, quero dizer: você fez uma excelente escolha em abdicar do seu trabalho fora de casa para dedicar o tempo necessário aos filhos. Se a pessoa tem condições financeiras para tal, não vejo problema algum. E os artesatos, heim?! Adooooro e também sou artesã nas horas vagas (o ruim é que essa horas vagas, hoje, são tão raras!)
Abração!
Oi Lúcia,
Belo texto. Simples e direto. Sucesso por aqui também.
Um grande abraço.